Salve-se enquanto pode, querido leitor. Desligue tudo. Está no ar uma safra de idiotas misturada a delinqüentes de toda sorte. Prometem cuidar do que nem podem alcançar, mas querem mesmo é o suado dinheirinho do eleitor. No Rio, é só ao redor para perceber o que os vereadores têm permitido a um prefeito afeito a destroçar a cidade.
A cada fim de semana repete-se um drama bem conhecido dos médicos do Samu: garimpam especialidades médicas nos plantões dos hospitais da cidade, para socorrer com mais eficiência os doentes e feridos. O resultado é desastroso. Mas os ausentes podem ser vistos nos dias úteis interrompendo o trânsito com campanhas salariais.
A segurança com que Álvaro Lins discursou antes de ser degolado conseguiu transformar em abstenção três votos certos pela cassação. Não contava, porém, com a pressão irresistível de duas figuras sobre gente que não têm o rabo lá muito solto. Lins agora vai jogar quilos de dossiês no ventilador para enlamear algumas biografias.
Pouco ou nada sei de pesquisas, mas a que recebi do IBPS mostra acentuada queda de Marcelo Crivella e empate entre Eduardo Paes e Jandira Feghali, ambos bem próximos do senador. Palpite todo mundo tem, mas entre os que entendem do assunto já há quem veja o (ex?) bispo da Igreja Universal fora do segundo turno. Veja os números.
Está começando a grande festa do urbanismo eleitoral. Trata-se de manifestação de pirotecnia que ocorre a cada final de administração Cesar Maia. Não passa de meia-sola. Destina-se a deitar asfalto em algumas ruas e pendurar lâmpadas nos postes para apagar da memória os quatro anos em que a cidade viveu jogada às traças.
A liberdade concedida ao médico Joaquim Ribeiro Filho pela juíza Andréa Cunha Esmeraldo não melhorou a vida dele em praticamente nada. Quem já chegou perto do material do processo diz que as gravações feitas pela polícia federal são devastadoras. Quando isso tudo virar prova ele não escapa de longa condenação.
Alguém aí acha que doenças que exigem transplante de fígado são exclusivas de pobre? Então, por que não tinha gente abonada na fila do Rio Transplante? Talvez puxando esse fio se chegue a quem vendia e quem comprava nesse mundo-cão. O fato é que a existência do mercado não era segredo para os medalhões da gastroenterologia.
